sábado, 1 de novembro de 2014

Quando as palavras não dizem tudo!






Assim como a visão é a nossa principal porta de entrada de informação, a palavra é a nossa maior forma de comunicação! Subestimamos o valor da palavra, assim como também não damos a devida atenção para os outros sentidos, como tato e audição. Somos serem essencialmente visuais! E enormemente sociais! Mas não cuidamos muito bem da nossa ferramenta de trabalho: a palavra! Com que frequência alguém nos diz: para?! E não paramos! Continuamos com um gesto irritante, uma fala incorreta, ou uma provocação qualquer! A palavra é tão poderosa que controla até a nós mesmos! Ela nos atrai tanto quanto nos trai. A todos. Com frequência, deslizamos nas palavras como quem escorrega numa casca de banana. Os resultados são imprevisíveis, ou seja, os piores possíveis. Por isso o texto escrito é tão importante. Ele nos oferece a pausa da racionalidade, o instante da lucidez! Ele nos dá a segunda chance de não dizer simplesmente o que vem à cabeça, sem medir as consequências.
Numa redação, cada palavra pode ser medida, mensurada, colocada ali de maneira milimétrica. Teste as palavras como quem monta um quebra-cabeça. Tira e põe. Leia em voz alta. Busque os dicionários mentais que você armazena, especialmente o de sinônimos e antônimos.
O texto escrito tem uma grande vantagem: ele não traz ali a carga emocional de uma comunicação não-verbal. O olhar, os gestos, os tiques, o texto escrito não necessariamente denuncia a nossa verdadeira essência e o exato estado emocional que você está experimentando.
Para resvalar um pouco para a política e seguir as tendências do momento, talvez o candidato tucano Aécio Neves tivesse melhor resultado se tudo que tivesse prometido estivesse apenas escrito. Ou que usasse uma máscara para evitar uma comunicação verbal bastante ambígua.
Um especialista em “mentira” traduziu por fotos o sentimento que diversas pessoas que podem explicar o esvaziamento de votos do candidato da oposição, depois de um bolão de ensaio que apontava para uma vitória. Ele não “parecia” confiável.
Tão interessante quanto o artigo do consultor Sérgio Senna são os comentários dos leitores, que denunciam que a expressão facial pode derrubar as palavras, quando elas não estão alinhadas entre si.
Ou seja, não basta um bom texto. Tem que ser convincente também.
Se uma imagem diz mais do que mil palavras, como aplicar esse ditado para um redação? Será que alma da redação, e a energia que dela emana, também denuncia com que é que estamos falando?! O examinador certamente dirá: “bingo”.
http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/10/para-psicologo-expressoes-faciais-de-aecio-neves-em-debate-da-band